7  Curiosidades e conceitos avulso

 

Água forte

Nome vulgar do ácido nítrico.

 

Águas furtadas

Os telhados tradicionais são compostos por uma ou mais superfícies inclinadas, que tomam a designação de águas. Os telhados de 2 águas são talvez os mais comuns. As águas furtadas são um espaço “roubado” entre as águas do telhado, pelo que se pensa ser essa a origem desta curiosa expressão portuguesa.

 

Aguarrás

Nome comum da essência de terebintina

 

Água pesada

Nome comum do óxido de deutério (isótopo do hidrogénio)

 

Água marinha

Pedra semi-preciosa, usada em joalharia, que corresponde ao berilo transparente, de cor verde-azulada. Também, como todas, associada a propriedades místicas.

http://www.cigem.ca/510.html

http://www.findyourfate.com/gemology/gemstones/Aquamarine.html

 

Aguadeiros

No tempo em que a água potável não estava facilmente disponível nas cidades, um pouco por todo o mundo havia aguadeiros, vendedores de água ambulantes. Pormenores sobre a sua história podem ser encontrados na Internet; para os ver ao vivo ainda hoje, nas principais cidades marroquinas ainda aparecem…

http://www.smasalmada.pt/Quem/historia.html

http://www.esec-canecas.rcts.pt/siteescola/paginas/dadoshistoricos.htm

 

Água de Colónia

Tipo de perfume criado em 1663, na Alemanha, pelo italiano Giovanni Paolo Feminis, cujo nome foi vulgarizado pelos franceses (Eau de Cologne). Inicialmente criado na Alemanha, na cidade de Colónia, com o nome de Aqua Mirabilis, foi posteriormente explorada por descendentes de Giovanni, principalmente Gian Maria Farina. Uma das grandes casas hoje sobreviventes foi aberta em 1792 no nº 4711 de uma rua de Colónia, onde se fabrica ainda a célebre Eau de Cologne Originale 4711.

http://www.dischem.co.za/cfm/articles.cfm?ipkCategoryID=11&ipkArticleID=41

http://www.cosmalia.com/napoleon/us/histoire.htm

 

Cachimbos de água

Do tradicional narguilé às modernas versões século XXI, há de tudo um pouco. A curiosidade está no princípio, comum a todos os sistemas: o fumo do tabaco passa por um líquido, que contribui para o filtrar, mas também para o perfumar ou aromatizar, se se desejar. Deixo aqui os sites sobre os tradicionais (história e múltiplas versões incluídos) e os modernos, ambos com explicações sobre o princípio, e reafirmo a óbvia recomendação de não fumar. Mas não fará grande mal compreender o seu funcionamento...

http://www.narguile.com/

http://www.magicspherevalve.com/msvporto/msvportohome.htm

 

Cadillac rabo-de-peixe

Inspiração assumida ou alcunha posterior? É um exemplo da pujança automóvel americana dos anos 1960, bem evidente no aparato do famosíssimo Cadillac Eldorado de 1959, mundialmente conhecido como Cadillac rabo-de-peixe... (consumos só mesmo possíveis nos anos 60...). A fotografia mostra um Mercedes de 1982, também conhecido como "rabo de peixe".

http://www2.uol.com.br/bestcars/classicos/cad-1.htm

http://uscar.serv.cz/cadillac/foto/brochure-fotos/imagepages/image13.htm

 

Mercedes-Benz de 1982, também conhecido

como rabo-de-peixe devido à forma da parte traseira.

 

Caixões em forma de peixe

O Museu da Cultura Sepulcral em Kassel (Alemanha) mostrou ao público em 2004 uma exposição com preciosidades do design, que incluiu caixões em forma de peixe, entre outras.

http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI335958-EI1153,00.html

http://www.sepulkralmuseum.de/

 

Comunidades marítimas, o exemplo estranhíssimo da Nazaré

É uma das comunidades mais interessantes do mundo actual, facto quase desconhecido da maioria dos portugueses. Por exemplo, é uma comunidade em que a mulher toma as decisões principais e é a verdadeira chefe da família, onde o homem é nitidamente menos importante, na qual uma rapariga ficar grávida antes de se casar, nem que isso ocorra antes dos 16 anos, é um motivo de orgulho e não uma vergonha, algo absolutamente impensável nas sociedades mediterrânicas, e ainda onde vale tanto para as famílias a fuga de namorados de casa dos pais como um casamento celebrado na Igreja... Esta comunidade foi alvo de vários estudos e livros internacionais.

Livro: Pescadores e Pés-calçados, Jan Brogger, Livraria Suzy, Figueira da Foz, 1989.

http://www.identidades.esel.ipleiria.pt/fct/pim/Jos%C3%A9%20Trindade%202001.doc

 

Cor das piscinas

Existem mesas de bilhar vermelhas e azuis, mas nunca encontrei uma piscina artificial normal que não fosse em tom azul, do tipo azul-piscina... Será que o verde ou outras cores serão mesmo inaceitáveis? Penso que sim, mas gostava de ver para crer! Mas há sites de venda de piscinas que propõem vários tons (todos de azul...)

http://www.leisurepoolsusa.com/stunning_color_fibreglass_pools.htm

http://site.poolstore.co.uk/linercolourspage.htm

 

Escassez de água potável

Segundo um relatório do Banco Mundial de 1995, as guerras do século XXI serão por causa de água, não por causa do petróleo ou política. Estas e outras considerações sobre a importância da água num site imperdível:

http://desafiosdaagua.naturlink.pt/agua.htm

 

Grânulos de fibras sintéticas

Era costume encontrar na areia das praias de Leça, que frequentei anos a fio em criança, pequenas bolinhas um pouco achatadas (ou pequenos cilindros) de plástico, a maior parte brancas mas também algumas de outras cores, com talvez 2 ou 3 mm. Intrigantes para muita gente nessa altura, trata-se apenas de grânulos de fibras sintéticas como a poliamida, o polietileno ou o polipropileno, produtos derivado do petróleo, e que eram libertadas por acidentes em navios que as transportavam. Como flutuam na água do mar, acabavam por vir dar à costa. Não sei se ainda por lá aparecerão… fica aqui a explicação e uma imagem.

 

 

Grânulos de poliamida, uma fibra sintética comum, que aparecem por vezes na areias das praias.

 

 

Mãe d’Água

Local a partir do qual se distribui ou onde nasce água.

http://museudaagua.epal.pt/

 

Mensagens em garrafas

Quando pensamos em mensagens dentro de garrafas lançadas ao mar, vêm-nos à memória náufragos em ilhas desertas ou, mais cientificamente, estudos de correntes marítimas, nos primeiros passos da Oceanografia, ou talvez também um conto fantástico de Edgar Allan Poe ou uma música famosa dos Police (por acaso, excelente). Curiosamente, existem algumas pessoas que, quando navegam, têm o hábito de lançar garrafas ao mar com mensagens (eu mesmo cheguei, em criança, a lançar uma, da qual nada soube até hoje). Há algumas que são mesmo encontradas, pelo que é interessante ler histórias sobre percursos e peripécias de algumas destas garrafas modernas… Há mesmo vários sites criados para esse efeito, para os quais se podem enviar mensagens, e os autores comprometem-se a atirá-las ao mar em determinados pontos do planeta. Não é muito explícita a finalidade... mas é grátis!

No romance “As Palavras que Nunca te Direi” de Nicolas Sparks, que aliás tem como título original “Message in a Bottle”, há também mensagens atiradas ao mar em circunstâncias muito especiais: o destinatário já tinha morrido!

Livro: Manuscrito encontrado numa garrafa, Edgar Allan Poe, colecção Selecta, Editorial Saber, sem data.

Livro: As palavras que nunca te direi, Nicolas Sparks, editorial Presença, 1999.

CD: tema Message in a Bottle, álbum Regatta de Blanc, Police, 1979.

http://www.conwasa.demon.co.uk/miabix.htm

http://www.ancruzeiros.pt/anchistorias-015.html

 

O passarinho sedento

É um brinquedo científico, constituído por um pássaro de vidro que se coloca diante de uma tina com água; ele inclina-se gradualmente cada vez mais para a frente, “bebe” a água e retoma a posição inicial. Muito interessante mas algo extenso para descrever aqui, pelo que basta consultar o site...

http://www.feiradeciencias.com.br/sala08/08_01.asp

 

Roupas impermeáveis

Há novidades interessantes a surgir a cada dia que passa, devido ao advento dos materiais sintéticos, alguns com características verdadeiramente revolucionárias. Por exemplo, fibras que possuem a capacidade de deixar passar a humidade (sob a forma de vapor de água) para um lado (o de fora, permitindo que a transpiração seja “escoada”), mas não deixam a água líquida entrar (impermeáveis à chuva e à neve...). A explorar em muitos sites...

http://www.gore-tex.com/webapp/wcs/stores/servlet/eFabrics/index.jsp

http://192.251.170.18/published/gfe_navnode/es.prod.gtx.out.water.html

 

Sons das conchas

Talvez inspirados pelo “som do mar” que se pode ouvir encostando uma concha ao ouvido, os engenheiros de uma das melhores marcas de colunas de som (B&W, ou Bowers & Wilkins) lançaram os altifalantes Nautilus, cujo desenho faz lembrar a concha deste molusco. Se surgir a ocasião de ouvirem o som destas colunas, a rondar os € 11000 o par, não a percam: dificilmente ouvirão melhor som na vida...

http://www.bwspeakers.com/bw800/flash_en.html

http://www.bwspeakers.com/downloadFile/speakerModel/prodinfoNautilus800.pdf

http://www.soundstage.com/revequip/bw_nautilus_801.htm

Sobre o som das ondas ou do mar nas conchas, é um fenómeno de ressonância que faz com que as ondas sonoras regressem até à entrada da concha (funciona também com jarros, copos, garrafas, etc), ver:

http://www.west.net/~science/sound.htm

 

Telemóveis

Muitas vezes ouvi perguntas sobre o funcionamento dos telemóveis no mar, e sobre se vieram alterar a forma de comunicar das embarcações para terra… Os telemóveis funcionam a bordo até cerca de 3 milhas da costa (já agora, 1 milha marítima é igual a 1852 m; 3 milhas equivale a 5556 m), mas apenas se na costa mais próxima houver sinal adequado. Daí que sejam usados pelos marinheiros, até essa distância da costa, como por qualquer outra pessoa, para comunicações sobretudo pessoais. Mas nada têm a ver com as comunicações “tradicionais” que existiam e continuarão a existir. Existem, portanto, aparelhos e frequências de trabalho próprias para os diversos fins necessários a bordo, e os telemóveis são usados como complementares. É evidente que poderão ser úteis, como já o foram, se houver situações de emergência em que, por circunstâncias excepcionais, os outros meios de comunicação não possam ser usados. No entanto, está já previsto o desenvolvimento para breve de uma rede GSM que permita usar telemóveis no mar, como em terra.

http://www.telemoveis.com/news/item.asp?ID=19325

 

Torneira mágica em feiras e exposições

Embora conheça o truque desde o que o vi a primeira vez, sempre me fascinou olhar para aquelas torneiras que, no ar e sem estarem apoiadas à parede, parecem originar água dentro delas, com caudal considerável... Água que cai para uma tina, havendo sempre um jorro contínuo da torneira até à tina. Há pessoas que têm ideias muito conseguidas! Não vou revelar este truque, tente lá chegar simplesmente pensando!

http://dmail.terravista.pt/prodotto.php?cod=106331